Todo espírita, Kardecista, conhece ou já tem ouvido falar sobre a vida e
obra do Grande percussor da Doutrina, Dr. Adolfo Bezerra de Menezes.
Esse Espírito que viveu no Rio de Janeiro e foi em 1861 Eleito vereador municipal pelo Partido Liberal; 1867 eleito Deputado Geral, tendo ainda figurado
numa lista tríplice para uma carreira no Senado; 1876 eleito vereador exercendo o mandato até 1880 e nesse mesmo ano foi presidente da Câmara e Deputado
Geral pela Província do Rio de Janeiro.
Outro importante personagem no cenário político brasileiro foi José de
Freitas Nobre que nasceu em Fortaleza no dia 24 de março de 1921 e desencarnou em São Paulo, 19 de novembro de 1990.
Na sua militância política
foi presidente do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Estado de São
Paulo e vice-prefeito da
cidade de S. Paulo, na última gestão de Prestes Maia.
Na década de 1970, foi eleito deputado federal pelo Movimento
Democrático Brasileiro, pelo Estado de São Paulo. Tornou-se líder do
partido na Câmara de Deputados e foi um dos
políticos que, da tribuna, mais se opôs à ditadura militar. Exerceu cinco
mandatos como deputado federal, chegando a ser 1° vice-presidente da Câmara dos
Deputados. Um auditório da Câmara tem, hoje, o seu nome.
Em Sacramento, Minas
Gerais, temos o grande Médium, professor e empreendedor Eurípedes Barsanulfo que na Adolescência
funda o Grêmio Cultural em Sacramento. De 1907 a 1912, quando exerceu o cargo
de vereador e trouxe para Sacramento melhores de condições sociais, como água
encanada, bonde, luz, e um cemitério público.
O que
fala Divaldo Pereira Franco sobre o
tema: em entrevista ao Jornal Liberal em 1987 responde em duas perguntas a
questão:
O Liberal: A comunidade espírita
já teria nomes de políticos confiáveis para as próximas eleições?
Divaldo: A comunidade espírita
difere de outros tipos de comunidade porque o Espiritismo é uma Doutrina que
tem um aspecto tríplice: de ciência, porque investiga os fatos; de filosofia,
porque explica a razão da vida; e de religião, porque trabalha no comportamento
do homem religando-o a Deus. O Espiritismo é uma Doutrina de consciência
individual. Então, como entidade, o Espiritismo, através da comunidade dos
espíritas, ao que chamaríamos o movimento espírita, não indica indivíduos,
deixa à consciência de cada um a liberdade de escolher aqueles que melhor lhes
falem à sentimentalidade e à inteligência. Então o espírita é livre para
escolher e opinar, sem que a comunidade pense por ele ou aja por ele.
O Liberal: Nem mesmo os
candidatos espíritas terão apoio da comunidade?
Divaldo: O fato de eles serem
espíritas não fará com que representem o ideal dos espiritistas. Eles
podem ser indivíduos de muita nobreza e de caráter diamantino, mas todo
espírita é livre para escolher seu candidato. Eles poderão, talvez, empunhar a
bandeira sem que com isso sejam eleitos especificamente pelos espíritas: serão
candidatos do povo para servir ao povo, e não dos espíritas para servir aos
espíritas.
Qual ideologia ou Sistema Político está mais próximo dos
Princípios da Doutrina Espírita?
Parece-me que no
Livro do grande pensador que deu continuidade ao pensamento do Espiritismo após
o desencarne de Allan Kardec, Léon Denis,
a resposta a essa indagação é o Socialismo. Tal afirmativa encontra-se em um
dos mais notáveis livros. Fruto de uma série de artigos publicados na Revue
Spirite do ano de 1924, o livro representa o pensamento do Mestre sobre as
importantes causas sociais e sobre o Socialismo.
Em seu esforço para difundir o Socialismo, Jean Jaurès, um grande trabalhador e propagador da doutrina, sofreu enormes pressões, chegando a ser assassinado. Denis, portanto, escreveu o Socialismo e Espiritismo sob forte emoção cívica.
Em seu esforço para difundir o Socialismo, Jean Jaurès, um grande trabalhador e propagador da doutrina, sofreu enormes pressões, chegando a ser assassinado. Denis, portanto, escreveu o Socialismo e Espiritismo sob forte emoção cívica.
Não estamos aqui
afirmando que o espírita deve ou não se filiar, militar nesse ou em qualquer
partido político, mas não pode, sob pena de ser cobrado depois, (quem muito tem, muito será cobrado)
ficar à margem de ações que podem melhorar o desenvolvimento da coletividade.
Sendo o espírita um ser em desenvolvimento e esse desenvolvimento está
estritamente ligado a sua inserção na sociedade, não deve, penso eu, se furtar
das decisões que podem ajudar ou não os rumos da humanidade.
Cabe a sua consciência
e tem livre árbitro para decidir se deve ou não se envolver individualmente no
meio político, levando em conta que a Doutrina da qual é adepto está acima do
Partidarismo. Pode até se declarar político e espírita, porém para o bem do movimento
espírita, jamais deve colocar-se como representante, muito menos usar centros
espíritas como “comitês” de sua campanha.
Isso não quer dizer que a doutrina vai ser prejudicada essas ações equivocadas,
creio que a mesma está acima de meras paixões humanas, mas tal ato não deve
ocorrer pelo motivo da Lei da ação e reação. Ou seja, estamos responsáveis
pelos nossos atos e escolhas.
Para aprofundar no tema:
DENIS, Léon. Socialismo
e Espiritismo. Matão, Casa Ed. "O Clarim", 1982.
COLOMBO, Cleusa B. Idéias
sociais espíritas. São Paulo, Comenius, 1998.
Iristeu
G. Barboza, professor, pedagogo e
acadêmico de Administração na UNIESP/Mauá.

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